
Durante um tempo...
Luizinho vivia gripado
De tanto tomar aquela chuva
Luizinho vivia gripado
De tanto tomar aquela chuva
Luizinho amava a chuva
Mas não queria mais ficar gripado
Nem deixar de tomar chuva
Nem deixar de tomar chuva
Não entendia por que ficava gripado
Luizinho amava a chuva
E ela também o amava
E se a chuva decidisse
Ser só dele tempestade
Nunca mais ele ficaria adoentado
Nunca mais ele ficaria adoentado
Luizinho implorava
E a chuva sempre prometia
Mas quando ele notava
Novamente ela falhava
Luizinho precisava achar uma solução
procurou todos os antídotos
Mas nada adiantava
Continuava tomando chuva
Continuava ficando gripado
Luizinho resolveu então parar
Desistiu de tomar chuva
Mas a chuva continuou a toma-lo
Quanto mais abrigo procurava
Mais sentia os raios se aproximarem
Olhava por uma janela
E via a chuva linda e saborosa
Luizinho mais uma vez não resistiu
Pediu proteção a Deus
E a chuva se entregou
E a chuva choveu como nunca tinha sido
Na chuva luizinho se encharcou
E a chuva, do Luizinho se esbaldou
Luizinho confiou na chuva
Luizinho confiou na chuva
E mais uma vez
A triste chuva o decepcionou
A gripe então foi tão violenta
Que Luizinho achou que não ia suportar
Mal conseguia se pôr em pé
Mesmo assim decidiu partir
Com o olhar embaçado
E o coração embargado
Para o deserto ele mudou
Hoje em dia...
A chuva continua a cair
Linda como sempre
E triste como nunca
Luizinho continua sua jornada
Sob o sol escaldante
Pisando em areia fofa
Sonhando com a chuva
E procurando um oásis
...
RG
3 comentários:
Lindo isso!!
Obrigado Bigode! volte sempre!!
Abração!
Comum nessa vida é ver que algo que a gente ama, faz mal.
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida..."
amo vc amigo querido, mesmo de longe!
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